#VocêTemUmaMenteMilionária

Livros: Eldest

31 de janeiro de 2011

Título: Eldest
Autor: Christopher Paolini
Gênero: Literatura Infanto-Juvenil
Ano: 2004
Editora: Rocco
ISBN: 9788561384753
Número de páginas: 643
Nota pessoal: 3

Dando continuação a trilogia dos Dragões este é Eldest. Terminei o livro sem saber o significado e só achei na internet, onde falam que significa mais velho ou primogênito, mas até ai não sei se é isso mesmo.
Escolhi ele como segundo livro para o Desafio Literário, por já ter lido Eragon e por ter toda a trilogia em casa, como se enquadra no tema de Literatura Infanto-Juvenil, então dei continuidade a leitura.

Sinopse:
Eragon continua sua tragetória como cavaleiro ao lado de seu dragão Safira, porém agora conhecido como Eragon Matador de Espectro. Após derrotar Durza, Eragon ainda machucado se vê na posição de ter que ajudar os homens, anões e elfos em sua luta contra o Império e Galbatorix. Para isso ele acaba se comprometendo com todas as raças a seguir em frente com seu treinamento como cavaleiro de dragão e então, após jurar fidelidade à nova líder dos Varden, Nasuada, Eragon vai para Ellesméra na companhia de Safira, do anão Orik e da elfa Arya, porém seu caminho até a cidade dos elfos não é fácil e ele tem que enfrentar muitos inimigos que vai conquistando no caminho por conta de suas escolhas ao jurar lealdade a todas as raças.

Em paralelo seu primo Roran, que estava longe de Carvahall a muito tempo, retorna ao saber que seu pai foi brutalmente assassinado pelos Ra'zac, que estavam procurando por Eragon, e que Eragon havia fugido na companhia de Brom. Seu retorno a Carvahall é cercado por perigos, pois atrás dele estão os soldados do Império e os assassinos de seu pai, os Ra'zac. Porém Roran não desiste de lutar para conseguir a liberdade de sua cidade e seus habitantes, para isso ele precisa assumir o controle de toda a situação.

Sem saber os primos estão ligados com um objetivo em comum, derrotar o Império e com ele destruir Galbatorix.

Um livro recheado de aventuras, perigos, conquistas, destruições e seres mágicos. Nele conheceremos magos, bruxos, anões, elfos, animais de espécimes jamais imaginados e claro, Dragões.
Teremos mistos de história de amor proibido, disputa pelo poder, conhecimento, aprendizado, guerra por liberdade de uma nação, onde são discutidas crenças de diversos tipos.

Personagem favorito:
Gosto muito de Safira ela tem seu jeito próprio e não muda seu jeito por conta do que as pessoas acham, mas ela pode, é a única Dragão de toda a Alagaësia.
A maioria dos personagens tem as mesma faixada séria, não expressar seus sentimentos, são fechados, seguindo toda uma regra de etiquetas que não me agradam no geral.
Mas também adquiri um carinho especial pelo Rei Orrin, ele é excêntrico e muito inventivo.

Citações que me chamaram a atenção:
Neste livro tiveram muitas citações que me chamaram atenção, vou colocar as que acho mais interessantes:

"Os elfos são uma raça esquisita, cheia de luz e sombra. De manhã, bebem com você; à noite, o apunhalam. Não deixe de ficar encostado em paredes, Matador de Espectros. Excêntricos, é isso que eles são."
Conheço muita gente assim...
Fonte: página 167 versão português impresso em 2004

"Muito embora estejamos ligados, jamais consigo prever o que ela fará. Quanto mais aprendo sobre ela, mais percebo como somos diferentes.
Então Oromis fez a sua primeira afirmação realmente sábia, segundo a avaliação de Eragon.
"Aqueles que nós amamos são normalmente os seres mais estranhos para nós. - O elfo hesitou - Ela é muito jovem, assim como você. Eu e Glaedr levamos décadas até conhecermos totalmente um ao outro. O vínculo de um Cavaleiro com o seu Dragão é igual a qualquer outro relacionamento... ou seja, um trabalho em desenvolvimento. Você confia nela?"
"Com a minha vida"
Fonte: páginas 273 e 274 versão português impresso em 2004

"Você presta um deserviço aos Varden quando insiste em trabalhar excessivamente. Ninguém pode funcionar apropriadamente sem momentos de paz e tranquilidade. não precisão ser pausas muito longas, bastam apenas cinco ou dez minutos. Você poderia até a praticar sua arte de manejar arco e flecha, e ainda assim continuaria voltada as suas metas, embora de uma maneira diferente... Foi por isso que construí este laboratório em primeiro lugar. É por isso que sopro fumaça e brinco com mercúrio, como você disse... para que eu não grite de frustração todo dia."
Um problema que muito comum nos dias de hoje, as pessoas trabalham demais e se esquecem de viver.
Fonte: páginas 307 e 308 versão português impresso em 2004

"Não pense nisso - ela aconselhou-o. - Você não pode alterar a sua condição, não se culpe. Viva no presente, lembre-se do passado e não tema pelo futuro, pois ele não existe e nunca existirá. Só existe o agora."
Fonte: página 346 versão português impresso em 2004

"De onde você pensa que o mundo veio, então, se não foi criado pelos deuses?"
"Que deuses, Eragon?"
"Os seus deuses, os deuses dos anões, os nossos deuses... alguém deve tê-lo criado."
Oromis ergueu uma sobrancelha.
"Eu não concordaria necessariamente como você. Mas seja como for, eu não posso provar que os deuses não existem. Tampouco posso provar que o mundo e tudo que há nele independente de uma entidade ou de diversas entidades ancestrais. Mas posso lhe dizer que nos milênios em que nós elfos estudamos a natureza, jamais testemunhamos uma instância na qual as regras que governam o mundo foram quebradas. Quer dizer, nunca vimos um milagre. Muitos eventos desafiaram a nossa habilidade analítica, mas estamos convencidos de que falhamos porque ainda somos desgraçadamente ignorantes em relação ao universo que não porque uma divindade alterou as obras da natureza."
"Um deus não teria que alterar a natureza para realizar sua vontade - garantiu Eragon. - Ele poderia fazer isso dentro do sistema que já existe... Poderia usar a magia para afetar os eventos.
Oromis sorriu.
"É bem verdade. Mas faça uma pergunta para si próprio, Eragon. Se os deuses existissem, seriam eles bons zeladores da Alagaësia? Morte, doença, pobreza, tirania e inúmeras outras desgraças se espalham pelo reino. Se isso é trabalho de seres divinos, então é necessário que nos rebelemos contra eles e os derrubemos, não podemos lhes prestar reverência, obediência e homenagens."
Como sou ateísta me identifiquei muito com este diálogo.
Fonte: página 513 versão português impresso em 2004

Sobre a estrutura do livro:
Na capa podemos ver um Dragão do sexo masculino e a cor deixa a impressão de que trata-se de um Dragão forte, decidido e seguro de si. Que só vamos descobrir no penultimo capítulo que trata-se de Thorn e não de Eldest como eu imaginei.
Acho a estrutura do livro não ajuda, um livro pesado, com letras pequenas em paginas brancas que ajudam a cansar mais as vistas do leitor.

Comentários:
Assim como o livro anterior (Eragon), Eldest é um livro um pouco cansativo em sua narrativa.
Em geral a história é boa, porém me leva muito de volta a trilogia de O Senhor dos Anéis, tem muitas semelhanças como as canções, os nomes das cidades, uma língua própria para cada raça, até mesmo os nomes dos personagens e como eles se apresenta (sou fulano, filho de Sicrano) me levam de volta a melhor Trilogia que já li.
O livro começou a ficar interessante para mim praticamente na metade dele, mas depois de umas 200 páginas voltou a ser cansativo, fazendo com que fosse realmente um desafio concluir a leitura, mas consegui terminar a tempo.
O que me chamou muita atenção neste livro foi a evolução do autor, é notável o amadurecimento ao comparar com Eragon, ele consegue desenrola a história de modo mais interessante, fazendo deste um bom livro, mas certamente não um livro a ser relido. E outro ponto foi a abordagem de temas polêmicos com a revelação da cultura dos elfos, que mostra que além de vegetarianos eles são ateus.
Apesar de ser um livro longo e cansativo ele consegue sustentar a história muito bem e ainda ter um "final" surpreendente.

2 comentários :

  1. Eu tenho esta Trilogia mas ainda nao li. Gostei muito da sua resenha!!! Beijos

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  2. Eu recomendo, porém com tempo, pq realmente os livros são pesados e cansativos, mas a história é muito boa.
    Obrigada pela visita e pelo comentário, espero ve-la mais vezes por aqui ;-)

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