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Livros: Precisamos falar sobre o Kevin

19 de março de 2012


Título Original: We need to talk about Kevin
Gênero: Ficção
Autor: Lionel Shirver
Ano: 2007
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 464
Nota pessoal: 4

Quando descobri que o livro era um romance sobre serial killer não pensei duas vezes em pedir, assim também poderia cumprir o Desafio Literário 2012 do mês que tem esta abordagem.

Sinopse:
Imagine-se mãe ou pai, que planejou um filho o qual cercaria de amor, carinho, atenção e atenderia a todas as necessidades, no mínimo básicas, para que este crescesse feliz, saudável em um ambiente seguro. Então percebe que todos os seus esforços foram em vão, pois no final seu filho se tornou um dos serial killers mais conhecidos do país.

Citações que me chamaram a atenção:
"A minha história é praticamente tudo que eu tenho agora e é por isso que eu me sinto roubado. Mas uma história é muito mais do que quase todo mundo tem. Vocês todos que estão aí assistindo, vocês estão escutando o que digo porque eu tenho uma coisa que vocês não têm: eu tenho um roteiro. Comprado e pago... ....No dia 8 de abril de 1999, eu entrei na tela, virei aquele que é visto. De lá pra cá, descobri pra que serve a minha vida. Eu dou uma boa história. Pode ter sido meio sangrento, mas, admitam, vocês me adoraram. Vocês me devoraram..."
Fonte: página 415

Sobre a estrutura do livro:
Gosto muito da capa original, embora meu exemplar não seja este, e sim o da capa do filme, acho que esta capa mostra bem a verdadeira face de Kevin.
Quando a narrativa ela foi sofrida, não sabia que eram cartas escritas ao ex-marido, se soubesse teria me preparado para uma avalanche de lamentações e desabafos, mas não posso deixar de reconhecer o talento da escritora, que mesmo apresentando uma narrativa que pode ser cansativa e desgastante, para leitores como eu, ela escreve de forma a deixar o leitor cheio de perguntas a serem respondidas somente no fim.

Crítica:
Como disse acima, a narrativa me incomodou bastante, mas então me forcei a acostumar afinal estava tão intrigada com o enredo que não poderia interromper a leitura sem saber como tudo aconteceu. E tal foi minha surpresa ao final entender a necessidade de a narrativa ser disposta desta forma e acabei achando perfeito.
Apesar de ter levado quase 3 semanas para ler este livro, por conta da narrativa acredito eu, achei o livro muito bom, bem construído e com um enredo tão bem desenhado e em diversos momentos me perguntei se a história não foi baseada em fatos reais sério, durante a leitura tudo parecia tão verdadeiro que duvidava que tratava-se de uma ficção, mesmo sabendo que era.
Este não é um livro comum, ele mexe com o leitor de forma profunda e íntima, como consta em uma das citações da contra capa é um tapa na cara a cada página virada.
Devo confessar que até a metade do livro estava profundamente arrependida de escolhê-lo, inclusive até chegar na metade levei mais de 2 semanas, e então me envolvi completamente com a história que em 2 dias dei conta da outra metade que faltava, inclusive surpresa demais por ter mudado minha opinião sobre o livro no meio da leitura, até então eu o classificava como chato e cansativo, subitamente passei a chama-lo de muito bom e bem estruturado.
O livro trata não só aspectos sobre família, mas sobre cultura, também relatando problemas vividos na onda de assassinatos em série ocorridos no final dos anos 1990 nos Estados Unidos. Somos apresentados a uma infinidade de temas e problemas que são muito bem costurados e estruturados de modo que nos vemos envolvidos a cada página.
Este livro ele é, como poderia dizer, pesado mas não de uma forma negativa e sim por nos mostrar fatos que muitas vezes preferimos negligenciar. Super recomendo.

Trailer

Confira amanhã o post com a crítica do filme.

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