#VocêTemUmaMenteMilionária

Livros: Em Alguma Parte Alguma

25 de julho de 2012


Título Original: Em alguma parte alguma
Gênero: Poesia
Autor: Ferreira Gullar
Ano: 2010
Editora: José Olympio
Número de páginas: 144
Nota pessoal: 3

Para o Desafio Literário deste mês a escolha foi na sorte, recebi uma informativo da Editoral Record a algum tempo falando que este livro recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Livro do Ano, então não pensei duas vezes.
Embora eu tenha deixado a fase de poesia bastante esquecida em minha vida, acabei me deparando com um livro prazeroso de se ler, com poesias leves e sem a utilização de uma linguagem rebuscada, muitas vezes encontrada nos livros de poesias.

Crítica:
Conforme citado acima eu abandonei a leitura de poesias a alguns bons anos. Este tipo de literatura fazia parte da minha vida na minha época de gótico, não é mito e sim fato, góticos leem poesia no cemitério tomando vinho, e eu era uma gótica clássica que lia poesias noite a fora. Depois de abandonar o esteriótipo acabei abandonando junto com ele a poesia, confesso que nunca senti falta, mas estar com este livro em mãos foi muito interessante, principalmente porque este livro adota um linguajar atual e não torna a leitura cansativa, e sim prazerosa e até mesmo divertida.
O mais interessante de tudo é que o livro aborda temas diversos em suas poesias, como a evolução do planeta, as espécies, dos seres e até mesmo sobre vegetais e frutos (existem 4 poemas sobre a Banana, isso mesmo a fruta), além disso são abordados outros temas como silêncio e solidão.
Não são poemas recheados de dor e pesar, como os poemas mais clássicos, ainda assim tiveram dois poemas que me tocaram.

Citações e poemas que me chamaram a atenção:
"por mais que diga
e porque disse
sempre restará
no dito o mundo
o por dizer
já que não é da linguagem
dizer tudo"

O que se foi
..."Se o que se foi regressa,
traz um erro fatal:
falta-lhe simplesmente
ser real"...

Vestígios
..."nem resta mesmo  cama
os lençóis
que o leito foi desfeito
e refeito para outros que ali morreram
sem deixar marcas

(pois tudo a lavanderia
apaga, menos
a memória
que vira cimento ferro alumínio
tubos de plástico)"...

Apesar de não ser o foco da literatura atual acho que a poesia deveria voltar a ter seu espaço nas estantes de nós jovens leitores. Ansiosa por encontrar mais obras como esta e conhecer mais o trabalho do escritor.

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