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Livros: Não conte para a Mamãe: Memórias de uma infância perdida

24 de outubro de 2012


Título Original: Don´t tell Mommy: a True Story of the Ultimate Betrayal
Gênero: Biografia
Autor: Toni Maguire
Ano: 2012
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 308
Nota pessoal: 3

Escolher um livro pela capa nem sempre é algo sábio, ainda mais quando se acredita que se trata de uma ficção.

Sinopse:
Toni é uma mulher bem sucedida que, enquanto acompanha sua mãe em seu leito de morte, passa a ser assombrada por Antoinette, o fantasma de seu passado, trazendo assim sentimentos e ressentimentos que ficaram guardados por muitos anos.

Citações que me chamaram a atenção:
“Ao completar dez anos de idade, ela sabia que qualquer felicidade que sentisse era somente uma ilusão momentânea.”
Fonte: página 117

Crítica:
Avaliar livros com esta temática autobiográfica que tem como objetivo contar um passado que se gostaria de esquecer chega a ser desumano. Não posso dizer que o livro é ruim só pelo fato de ele ter mexido comigo de forma negativa, me causando pesadelos e desconfortos durante a leitura, mesmo porque se o livro conseguiu fazer isso quer dizer que ele foi bem escrito a ponto de mexer com o leitor, mas também dizer que é um livro bom chega a soar estranho, afinal quem sente prazer em ler relatos de uma vida conturbada por abusos?
Este livro me fez tão mal quando o 3096 Dias, porém não nos mesmos aspectos. E certamente terá o mesmo destino (será trocado na primeira oportunidade, pois jamais lerei novamente).
A narrativa de Toni é tão crua e real que é possível sentir tudo o que ela sentiu todos os conflitos e desilusões. Esta narrativa intensa faz com que o leitor se coloque no lugar da escritora e não somente por se tratar de um livro autobiográfico, mas também por ela se ‘despir’ perante o leitor de forma a não deixar nada escondido.
Apesar de apresentar um tema muito forte a forma como os fatos são apresentados não torna a leitura desgastante e sofrida, eu sentia a raiva e o desespero da escritora durante a leitura e quando menos percebia tinha devorado umas 30, 40 páginas sem ao menos perceber. Um fato interessante foram minhas reações e imagino as pessoas no metrô e ônibus se perguntando o que diabos eu estava lendo para fazer aquelas caras de bocas, pensei isso quando fui surpreendida pelo questionamento de minha mãe.
“Filha que cara de nojo é esta?”
“Eu to lendo ué.” Como se não fosse óbvio.
Este livro não chega a exigir estomago forte, afinal, para minha felicidade, ela não narra os detalhes dos abusos sofridos, mas ainda assim não é recomendado para pessoas que se envolvem demais com o livro, estas podem sofrer de pesadelos, assim como eu.

E vocês o que acharam? Se interessaram pelo livro? Caso queria adicionar na sua estante do Skoob basta clicar na capa do livro acima.

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