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Filmes: Django Livre

21 de janeiro de 2013



Título Original: Django Unchained
Gênero: Ação
Ano: 2013
Duração: 180 minutos
Nota pessoal: 4

Não sei se muitos sabem mas sou muito fã de Tarantino e seu estilo despojado e sangrento, e é claro que estava muito ansiosa pela estréia de Django Livre.

Sinopse
Mr. Shultz é um caçador de recompensas, e para seu trabalho ele precisa da ajuda de alguém com conhecimentos, então sai a busca até encontrar a pessoa que procura, este é Django um escravo com um passado que deixou profundas marcas em seu corpo. Após uma conturbada negociação, Schultz compra o escravo de seus proprietários e então concede a liberdade a Django, uma vez que ele é contra a escravidão, e este passa a ajudá-lo em duas buscas por foragidos com a promessa de que após o inverno os mesmos irão em busca do resgate de sua esposa.


Crítica:
Um grande pecado foi na escolha do ator para protagonizar Django, infelizmente Jaime Foxx deixou bastante a desejar (sinceramente acredito que se Wil Smith não tivesse recusado o papel a história seria bem diferente), tudo isso fica muito claro no momento em que Chistoph Waltz e Leonardo DiCaprio passam a contracenar juntos, eles roubam a cena com louvor e não é para menos, os dois dão um show a parte de interpretação (ainda não entendo porque é que o o Leo não recebe indicações ao Oscar desde 2007. Entendo perfeitamente porque Tarantino ficou chateado com a falta de indicação dele por este filme).
Além disso um segundo pecado cometido no filme é que ele é muito longo de forma desnecessária, o que se tornou um pouco cansativo, temos ação seguida de ação logo no começo, de repente é um marasmo absurdo, que só é salvo pela presença de Waltz e Leo, para então voltarmos com a ação no final, poderiam ter cortado um pouco da enrolação desnecessária e deixado o filme mais curto e menos cansativo.
E para fechar a sessão de insatisfações da minha parte vem o que considero o pior pecado cometido neste filme, a trilha sonora. Gente, que coisa horrorosa, é uma mistura de tudo quanto é estilo musical, que chega até a doer os ouvidos, não gostei nada, somente as músicas mais características ao estilo do velho oeste é que me agradaram mais, mas sinceramente gostaria que a escolha de músicas tivesse sido muito diferente, eu teria saído de lá bastante satisfeita.
Bem, reclamações a parte o filme é muito bom independente de todos os pontos apresentados acima, afinal estamos falando de uma produção de Tarantino com todo seu estilo despojado, sarcástico e sangrento que chega até mesmo a redecorar uma mansão.
O filme tem de tudo, momentos de comédia, ação, suspense e o melhor, um "mocinho" e um "vilão" escolhidos a dedo, arrisco a dizer que se o elenco fosse formado somente pelos dois já garantia o sucesso do filme, e ainda tem romance e história para satisfazer a maioria dos gostos.
Sei que muitas pessoas acham seus filmes muito exagerados, então peço encarecidamente que estas nem assistam, se já tiveram uma experiência anterior e não gostaram não adianta ficar insistindo porque esta é a forma como ele conduz os filmes e se mudar, certamente seus fãs ficaram muito chateados, então melhor abandonar de vez as tentativas.
Já aos fãs fica a observação de que apesar de o filme ser muito bom ele não é um dos melhores do escritor e diretor Quentin Tarantino, eu ainda tenho outras preferências, mas é claro que sim, ele entrará para a DVDteca.

Curiosidades:
Quentin Tarantino escreveu o personagem Django pensando em Will Smith, mas o ator acabou não aceitando o papel.
O título e o ambiente do filme foram baseados em Django (1966), estrelado por Franco Nero. O ator fez uma pequena participação em Django Livre.
Mais uma vez Quentin Tarantino faz uma participação especial em seu próprio filme em uma curta cena que garante muita risada e não será esquecida.

Fonte: Adoro Cinema

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