#VocêTemUmaMenteMilionária

HQs e o Mestre #2: Alan Moore

28 de março de 2013




"A coisa mais importante que eu aprendi sobre a teoria da conspiração é que os teóricos da conspiração acreditam nela, porque isso é reconfortante. A verdade é que o mundo é caótico. Não é a conspiração judaica, nem alienígenas cinzentos ou Reptilianos de 12 metros de altura que tem o controle de outra dimensão. A verdade é mais assustadora, ninguém está no controle. O mundo está sem rumo.

Você já deve ter ouvindo a falar desse homem ou pelo menos deve saber algo relacionado às obras dele. E também as fortes influências que o trabalho desse cara gerou – e ainda gera – nos quadrinhos e também na literatura.



Por que esse cara... esse cara... esse cara é F**A!



O Bruxo de Northampton

 





Alan Moore é um escritor, romancista, contista, roteirista, músico e (ufa!) um grande autor de história em quadrinhos. O cara foi responsável por dar um “BOOOOM” em toda estrutura filosófica que há por trás da produção de um quadrinho. Com sua imaginação fantasiosa infalível, inigualável e maravilhosa, e também o seu grande dom de produzir um quadrinho de qualidade, o enigmático Alan Moore já conquistou o lugar de “Deus dos quadrinhos” e algumas pessoas até o consideram como “o melhor quadrinista que já existiu”.


Filho mais velho do funcionário de uma cervejaria e da tipógrafa, Moore teve uma infância e uma adolescência bastante influenciadas pela pobreza da sua família e do seu ambiente. Nasceu em 18 de novembro de 1953 em Northampton, Inglaterra, uma cidade industrial situada entre Londres e Birmingham.


Ele foi expulso de uma escola secundária conservadora e não foi aceito em qualquer outra escola. Assim, em 1971, Moore estava desempregado e sem possuir qualquer qualificação profissional.

Moore começou a trabalhar com a Embryo, uma revista que tinha publicado com amigos. Isso fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Depois, casou-se com Phyllis em 1974, tendo eventualmente duas filhas, Amber e Leah.


Em 1979, Moore começou a trabalhar como cartunista para a revista semanal de música Sounds, onde escrevia e desenhava uma história de detetive chamada “Roscoe Moscou”, sob o pseudônimo de Curt Vile.

Eventualmente, Moore concluiu que era um ilustrador fraco e decidiu focalizar seus esforços apenas em escrever.



Alguns dos seus melhores





O mago tem em sua carreira dezenas de trabalhos produzidos e muitos em destaques com várias premiações importantes. Entre algumas delas destaca-se Watchmen, uma história de super-heróis vigilantes que combatem o crime tendo a guerra fria e assuntos nucleares como segundo plano. Moore traduziu tão bem a forma “super-heróis”, do que muitos já estavam acostumados a saber, que foi responsável por abordar características mais dramáticas e reais a cada elemento desse seu trabalho. Transformando Watchmen um dos maiores fenômenos culturais e um dos quadrinhos mais importantes da história, consagrando vários prêmios  Eisner e o prêmio Hugo que é dado somente ao meio literário.



Produziu também “V de Vingança”, onde retrata a história de um anarquista que utiliza de recursos e habilidade própria para derrubar o Estado fascista - você deve conhecer pela máscara branca que muitas pessoas utilizam atualmente em protestos. Para a editora DC Comics Moore escreveu as histórias de conteúdo ecológico do Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado estadounidense. John Constantine, (um dos meus prediletos) um detetive anti-herói paranormal/exorcista que geralmente tinha as suas histórias ligadas a drama policial com assuntos sobrenaturais e mágicos, que posteriormente teria sua própria revista na própria editora DC pelo selo Vertigo, Hellblazer. 





Uma curiosidade sobre Alan é que ele detesta ver as suas obras adaptadas. No que já ocorreu com “Constantine”, adaptado em 2005 com ator Keanu Reeves (mais conhecido como o NEO de Matrix) no papel de John e a atriz Rachel Weisz (a mulher do Brandon Fraser no filme A Múmia) uma policial que investiga o assassinato da irmã. Também ocorreu a adaptação para o cinema com Watchmen, lançado em 2009 pela direção de Zack Snyder (300, A Madrugada dos Mortos).



A coisa mais legal sobre o mestre é que ele não é um homem religioso e nem muito ligado ao processo científico que poderia preencher a sua religião. O interessante é que o Alan Moore real é muito, mas muito mais estranho e enigmático do que qualquer um de seus personagens. Por exemplo, ele se declara um mago, e pela forma como define a relação da Magia com a Arte. 

Legal, interessante e muito sinistro, não? Se quiser saber mais sobre Alan Moore e a sua mente fantástica aconselho que assista o documentário abaixo chamado "The Mindscape of Alan Moore". Super recomendo!



"A Arte é, como a Magia, a ciência de se manipular símbolos, palavras ou imagens para se alcançar estados alterados de consciência."

-Alan Moore

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