#VocêTemUmaMenteMilionária

HQs: O Oscar dos quadrinhos!

14 de março de 2013




Se até agora você não conseguiu enxergar a relevância de um quadrinho, você tem probleminhas, amigo.

Eu já comentei aqui várias vezes o quão importante são essas revistinhas para o meio de entretenimento e afins. Também o quão importante para quem consome e principalmente para quem produz. Não leve mais ao estereotipo de “desenhos para adolescentes e crianças”. Isso é coisa séria!

E como toda coisa séria, existe a sua premiação. Por quê? Porque é importante, oras!

And the Oscar goes to...



A comparação “Oscar” é justamente para dar a intensidade do quão sério é esse prêmio. Pois sim, tem o mesmo nível e importância que um Oscar premiando um filme merecedor. O “Prêmio Eisner” é responsável por premiar tudo relacionado à banda desenhada há quase 24 anos. Esse mesmo evento já premiou grandes nomes como Stan Lee, Alan Moore, Neil Gaiman, Frank Miller (se você não sabe quem são, por favor, se jogue na ponte mais próxima) e também recentemente os primeiros brasileiros e irmãos a conseguirem esse feito, Fabio Moon e Gabriel Bá com Daytripper.

Se você já leu as minhas colunas anteriores já deve estar familiarizado com o nome que o prêmio leva em homenagem. Sim, é o nome do mestre Will Eisner, no qual eu já abordei em uma das minhas colunas passadas aqui no blog.


Edição de 2011


Entre 1985 e 1987, a editora Fantagraphics Books promoveu o Kirby Awards, uma premiação dedicada à indústria dos quadrinhos e com os vencedores recebendo seus prêmios sempre com a presença do artista Jack Kirby (Capitão América, X-MEN, Homem de Ferro, Hulk). As edições do Kirby Awards eram organizadas por Dave Olbrich, um funcionário da editora. Em 1987, com a saída de Olbrich, a Fangraphics decidiu encerrar o Kirby Awards e instituiu o Harvey Awards (outro prêmio estadunidense), cujo nome é uma homenagem a Harvey Kurtzman (MAD).
Olbrich, por sua vez, fundou no mesmo ano o "Will Eisner Comic Industry Awards". Em 1988, a primeira edição do prêmio foi realizada, no mesmo modelo até hoje adotado: Um grupo de cinco membros reune-se, discute os trabalhos realizados no ano anterior, e estabelecem as cinco indicações para cada uma das categorias, que são então votadas por determinado número de profissionais dos quadrinhos e os ganhadores são anunciados durante a edição daquele ano da Comic-Con International (aquele evento nerd suuuuuuuuper legal e desejado por muitos que não frequentam), uma convenção de quadrinhos realizada em San Diego, Califórnia. Por dois anos o próprio Olbrich organizou a premiação até que, ao ver-se incapaz de reunir os fundos necessários para realizar a edição de 1990 - que acabou não ocorrendo - ele decidiu transferir a responsabilidade para a própria Comic-Con, que desde 1990 emprega Jackie Estrada para organizá-lo.


Ao todo são quase 35 e diferentes categorias para premiação, como: Melhor letrista, Melhor colorista, Melhor artista de capa, Melhor escritor, Melhor série nova, Melhor minissérie, Melhor série e as demais outras. Apenas 4 ou 5 são as mais desejadas e importantes para os autores. Algumas categorias também compuseram em edições passadas, mas em edições atuais não são mais usadas (clique aqui para ver todos os ganhadores das 23 edições do Prêmio Eisner)



Trazendo um pouco isso para o nosso mercado e progenitores brasileiros de quadrinhos e, depois que dois brasileiros conseguiram a estatueta e outro também já foi indicado, isso mostra o resultado de como o nosso país é forte nesse meio de criação cartunista. Já temos grandes nomes lá fora representado a nossa nação e trabalhando em grandes editoras com artistas já consagrados de outras nacionalidades. Particularmente, isso é maravilhoso. De certa forma abre várias portas para brasileiros que querem seguir carreira e chegar um dia lá para talvez segurar um prêmio Eisner em merecimento ao seu trabalho. Se fosse a um tempo atrás isso seria céptico de se afirmar, mas as coisas estão começando a mudar para o país do bumbum.

Pode ter certeza!


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