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Livros: Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose

20 de março de 2013


Título Original: Alfred Hitchcock and the Making of Psycho
Gênero: Biografia
Autor: Stephen Rebello
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 256
Nota pessoal: 5

Aviso aos cinéfilos de plantão, este livro é leitura obrigatória.

Sinopse:
Conheça Alfred Hitchcock, um dos grandes ícones do cinema hollywoodiano que ao apresentar o projeto do filme Psicose passou a ser visto por muitos como louco e viu as portas de diversas produtoras se fecharam para aquele que julgavam ser um filme desastroso e fracassado. Mesmo com diversas rejeições Hitchcock não desistiu de seu projeto até que estivesse concluído e o visse se tornar um ícone junto ao seu nome.

Citações que me chamaram a atenção:
"Não gosto de conflitos, mas não vou sacrificar meus princípios. Estabeleci um limite no meu trabalho. Abomino pessoas que são menos do que têm de potencial. Isso é fraude (...) e pessoas assim serão excluídas." Alfred Hitchcock
Fonte: página 105

Crítica:
Que livro é este minha gente? Eu fiquei completamente absorta durante a leitura, nada me chamava mais atenção do que o livro, que me deliciei a cada página virada.
Confesso que jamais imaginei ler um livro que mostra os bastidores da produção de um filme, ainda mais um filme que é referência no mundo do cinema e posso dizer que foi uma experiência maravilhosa e espero realmente poder vivenciar isso com outro livro no futuro, pois valeu muito a pena.
Não vou mentir, a princípio eu achei que o livro seria um desperdício de tempo, pois no prefácio eu fui surpreendida com tantos nomes que comecei a ficar meio tonta em meio a tanta informação, mas ao mergulhar nos capítulos a seguir embarquei no Making Of de Psicose e de lá não consegui mais sair.
A sensação de nostalgia proporcionada pelo livro foi algo incrível, foi como fazer regressão. Consegui reviver o momento em que assisti Psicose pela primeira vez quando muito pequena, assim como toda criança eu tinha fissura por filmes de terror e depois corria para a cama da minha mãe com medo, lembro-me que ao final do filme não entendi muito bem tudo o que aconteceu, visto que quem era o assassino não era a mãe e sim o filho e a mãe na verdade estava morta a anos, foi uma confusão incrível que levei algum tempo para absorver e entender. Reviver este momento foi muito interessante, pois certamente este filme teve grande influência para a minha paixão por cinema, disso não tenho dúvida.
Apesar de tudo, o capítulo que mais me chamou a atenção foi o nono, voltado para a publicidade do filme que foi simplesmente brilhante, acredito que hoje se houvesse um filme com tamanho marketing envolvido as filas para as salas de cinema durante a pré estreia seriam quilométricas. Nenhum cinema tinha autorização para liberar a entrada de um espectador depois de o início do filme e para isso existiam diversos alertas espalhados pelo cinema para evitar reclamação dos clientes, como cartazes com Hitchcock pedindo desculpas pelo inconveniente e mensagens do próprio diretor transmitidas em alto falantes dizendo:
"O gerente deste cinema foi instruído, sob ameaça de morte, a não admitir ninguém após o início do filme. Quaisquer tentativas espúrias de entrar por portas laterais, saídas de incêndio ou dutos de ventilação serão impedidas à força. Disseram-me que esta é a primeira vez que essas medidas excepcionais estão sendo necessárias (...) mas é a primeira vez que se vê um filme como Psicose."
Me fala, quem é que não se sentiria tentado a assistir a um filme com uma estratégia de marketing tão bem estruturada como esta?
Esta leitura foi uma viagem no mundo do cinema, com diversas referências a filmes antigos, mesmo aqueles não dirigidos por Hitchcock, uma imersão incrível e indescritível, só quem leu o livro e é apaixonado por cinema consegue entender o que estou falando.
Mas não é apenas dos bastidores do filme que o livro trata, mas também de como um filme mudou a vida de muitos, mas principalmente do diretor.
O livro é rico, não deixando dúvidas de que o escritor pesquisou muito sobre toda a carreira de Hitchcock assim como toda a trajetória e desenvolvimento de Psicose. O ponto de vista é baseado em fatos históricos e relatos de membros que participaram da produção e não do diretor.
Super recomendo o livro para quem é fã de cinema, mesmo que não seja especificamente fã dos filmes de Hitchcock, afinal não é todo dia que podemos participar da produção de um filme.

Trailer
Trailer de 1960 apresentado por ninguém menos do que Alfred Hitchcock

Curiosidades:
O psicopata e assassino Ed Gein serviu como inspiração tanto para o personagem de Norman Bates em Psicose (1960) quanto para o personagem de Jame Gumb (interpretado por Ted Levine) em O Silêncio dos Inocentes (1991).

Fonte: Adoro Cinema

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