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Livros: Cidades de Papel

23 de julho de 2014

http://www.skoob.com.br/livro/330717-cidades-de-papel

Título Original: Paper Towns
Gênero: Drama
Autor: John Green
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 368
Nota pessoal: 3
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Caso tenham sentido falta das resenhas de livros aqui no blog, isso não quer dizer que parei de ler, muito pelo contrário, ando imersa em leituras técnicas devido a uns cursos que estou fazendo e por isso meu tempo de leitura foi ajustado para ler os materiais dos cursos, então meus livrinhos ficaram um pouco de lado, mas não abandonei 100%, apenas 90% rssss.

Sinopse:
Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Citações que me chamaram a atenção:
"-Cara, eu não estou nem um pouco a fim de falar dos sapatos que Lacey vai usar no baile. E vou explicar o motivo: eu tenho um negócio que me torna absolutamente desinteressado em sapatos de festa. E esse negócio se chama pênis."
"Conversar com um bêbado era o mesmo que conversar com uma criança de três anos extremamente feliz e com dano cerebral."
"-Isso sempre me pareceu tão ridículo, que as pessoas pudessem querer ficar com alguém só por causa de beleza. É como escolher o cereal da manhã pela cor, e não pelo sabor."
"É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo."
Crítica:
Esse foi mais um livro do John Green que li sem grandes expectativas, afinal todos os holofotes estão novamente voltados para A Culpa é das Estrelas então os outros livros dele acabaram sendo abafados.
Resolvi aproveitar esse esquecimento e dar uma relaxada do mundo de materiais didáticos e curtir umas boas risadas, afinal se tem uma coisa que sei que farei durante as leituras do escritor é rir, sou completamente fissurada nos diálogos e nas tiradinhas, afinal não à toa que coloquei tantas citações acima.
Bem então vamos ao livro, esse sem dúvida foi o livro que achei mais fraco do escritos, e vou explicar meus motivos.
Primeiramente ele me lembrou demais O Teorema Katherine que é sem dúvida, até o momento, meu livro favorito do escritor. E por isso foi impossível eu não fazer associações ou comparações. E Teorema ganha em disparado a minha preferência.
Segundo a história deixou demais a desejar, afinal ela demorou tanto para desenvolver que já esperava que não fosse ter um final interessante e sim morno, foi exatamente o que recebi. A história não me convenceu e não me animou, o que me movia mesmo e me fazia continuar a ler sem dúvida foi o humor do livro, que me levava as gargalhadas em alguns momentos e risos abafados em outros, e isso por si já superou o enredo morno.
E terceiro que foi um fato que quase me levou a abandonar o livro, só não o fiz porque já estava beirando ao fim. CARA PRA QUE JOGAR TANTA GARRAFA DE XIXI PELA JANELA DO CARRO? PRA QUE? Desculpa gente, mas eu precisava extravasar, eu fiquei muito, mas muito revoltada com esse incentivo de que é melhor jogar uma garrafa de xixi na rodovia do que ficar com ela no carro. E viva a poluição do meio ambiente! Sério, se isso tivesse acontecido no começo do livro eu teria abandonado na hora.
Enfim, achei o livro com uma história fraca, que me conquistou pelo humor sempre presente nos livros do John Green e com muitas garrafas de xixi sendo lançadas ao mundo. Mas ainda assim é uma leitura gostosa, mas não prioritária.



Curiosidades:
A durabilidade de uma garrafa pet, aliada a resistência à umidade e aos produtos químicos, faz com que o material tenha uma decomposição mais demorada. Segundo pesquisadores da UNIFESP, o tempo de decomposição da garrafa PET é de no mínimo cem anos. Já o tempo de decomposição do vidro é de 10 mil anos. Esse tempo, no entanto, é uma previsão média e pode variar de acordo com as condições ambientais.
Portanto não sigam o exemplo do livro, e se não quiserem carregar garrafas de xixi no carro parem e façam xixi no banheiro, todos saem felizes e o meio ambiente agradece.

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