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Livros: Dragões de Éter – Volume 1 – Caçadores de Bruxas

11 de março de 2015



Título Original: Dragões de Éter – Volume 1 – Caçadores de Bruxas
Gênero: Ficção / Fantasia
Autor: Raphael Draccon
Ano: 2010
Editora: LEYA
Número de páginas:440 
Nota pessoal: 3

Sinopse:
Caçadores de Bruxas - Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer... Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real. E mudará o mundo.

Personagem Favorito:
Nenhum .-.

Antes da crítica em si, penso que é melhor deixar bem claro que a Viviane ainda não leu este livro! Logo, a crítica abaixo não é dela, não contém a opinião dela e nem de nenhuma forma contém elementos escritos por ela, apesar de possuir algumas risadas dela; isto porque durante uma conversa sobre livros eu comentei algumas das minhas opiniões com ela. Não sei se isto chegou a influenciá-la de alguma forma, mas foi o suficiente para que eu recebesse o convite de escrever minhas opiniões [sobre um livro, e não um mangá] para o Blog.

Crítica:

Eu estava muito ansioso para ler esta trilogia, não sei se por ter encontrado o Raphael Draccon em algumas Bienais e ter pessoalmente comprovado que ele é um autor muito simpático e interessado na opinião de seus leitores, ou por eu ter lido alguns outros livros do mesmo gênero por outros escritores brasileiros... Enfim, eu estava muuuito ansioso para começar a ler os livros. Assim que eles chegaram de presente de Amigo Secreto, fui logo correr a ler. Acabei hoje. 3 meses depois.

O livro é bom. É realmente criativo, ou devo dizer, possui ótimos elementos e o que eu só consigo descrever como “picos”. Mas ainda sim algo não me conquistou. Existe algo, um traço de personalidade nos personagens da história que fez com que eu não conseguisse me sentir “convencido”.

Eu gosto muito de referências. Como desenhista isso é uma coisa muitíssimo importante; boas referências e um bom reportório. E é muito gostoso quando isso é bem trabalhado num livro, como é neste, até certo ponto; você se sente como se já conhecesse algo, uma pequena parte do “aquilo” que está acontecendo, ou do personagem em questão.

Neste livro, podemos ver uma belíssima Colcha de Retalhos. Onde diversos contos conhecidíssimos são costurados com clichês utilizando-se uma linha feita de originalidade. O Draccon utiliza muitas muitas muitas referências para a construção, caracterização dos personagens e também situações no decorrer da trama; os próprios personagens principais são algumas realmente obvias. Mas, apesar de ser algo muito importante, um dos elementos que não me agradaram muito no livro é justamente a saturação de referências, as quais apareciam de forma quase [e em alguns momentos totalmente] previsível e tão identificáveis que chegava a incomodar durante a leitura.

Além das referências, existe um certo abuso de elementos que me deixou muito desacreditado. Para tentar resumir o que eu quero apontar, devo dizer que os personagens cansam devido a sua perfeição ou imperfeição exagerada. Até mesmo os vilões são estupendamente exagerados, como se cada um tentasse superar o outro enquanto estavam se arrumando para sair de casa para uma festa.

Eu digo exagerados sem exagerar, eu quero dizer: desde os comportamentos, até os diálogos e, deuses, as descrições... Eu estava tendo pequenos arrepios ao ler alguns dos diálogos.

Os “mocinhos” abusam da fé, das autorreflexões e dos diálogos como fariam com o cosmo, se fossem Cavaleiros do Zodíaco. Nada aparenta ser uma situação banal. Não existe a possibilidade de algo acontecer sem um motivo divino [ou Semidivino (?)] mágico, etéreo ou sobrenatural. Situações que cansam por mostrarem epifanias espirituais e cósmicas chegam a irritar, o Príncipe ao subir no cavalo percebe a magnitude e a amplitude de sua missão, o amor dos pais, a beleza da natureza e entende o significado da vida, universo e tudo o mais. Fico REALMENTE SURPRESO por não ter encontrado alguma epifania referente ao número 42.

Dentre outras coisas, fiquei com a impressão de que alguns elementos foram adicionados... sem muito propósito. E outros com propósito de tornar ainda mais exuberante e perfeito alguns dos personagens, simplesmente porque eles pareceriam “legais”. Poderes, então, são quase comparáveis a Pokemons, sem comentário pro Unicórnio. E tentei fazer uma lista de todos os poderes da Tuhanny, a “Águia-Dragão” [Mascote, obviamente, do Príncipe. E que parece que só não é uma Fênix propriamente dita por que aí seria demais! Imagina só..] mas desisti após descobrir que ela possui Visão de infravermelho mas não possui uma história decente, tipo “como”/ “porque”/ “onde” / “sério?” [Ok. Isso pode ser narrado nos próximos 02 livros da trilogia, e sinceramente é o que eu espero]

Entre os elementos que eu gostei, está o trabalho que o Draccon teve sobre a história do universo, a relação entre as fadas e bruxas, e toda a dinâmica que envolve todo o background do livro. Sinceramente, as melhores partes que eu pude encontrar eram as que narravam ou descreviam acontecimentos passados, ou até mesmo as explicações do “porque isso é assim” / “como isso funciona” do livro, além de criativos, eram bem apresentados. A aventura é interessante e nos últimos momentos, fica bastante interessante e que realmente te fazem prosseguir a leitura.

Mas infelizmente até isso acontecer, que a força esteja com você.

 [O uso de referências na resenha foi totalmente proposital]

Curiosidade:

O Artista das capas das novas edições de Os Dragões de Éter, é o Marc Simonetti, que também foi o artista por trás das capas de sagas como A Crônica do Matador do Rei, do Patrick Rothfuss e A Canção de Gelo e Fogo, do George R. R.
 Martin.
 Vários tipos de Arte que ele já fez para capas de livros e outros projetos: Aqui.

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