#VocêTemUmaMenteMilionária

Filmes: Amaldiçoado

8 de junho de 2015


Título Original: Horns
Gênero: Terror
Ano: 2014
Duração: 120 minutos
Direção: Alexandre Aja
Distribuição: Diamond Films
Nota pessoal: 3

Essa será a Semana do Orgulho LGBT e por isso trarei posts que estejam direta ou indiretamente relacionados com a temática LBGT.

Sinopse
Um jovem de 26 anos de idade descobre um dia, quando acorda, que sua namorada foi estuprada e assassinada. Ele é imediatamente apontado como principal suspeito, o que o obriga a partir em busca do verdadeiro responsável. Sua arma será o par de chifres que crescem em sua cabeça, e forçam as pessoas que lhe encontram a revelarem seus segredos.



Crítica:
Vocês devem estar se perguntando, "a Vivi comentou que essa semana os posts seriam voltados à temática LGBT então porque ela esta falando sobre um filme de um cara que busca o assassino de sua namorada, e não namorado", bem vou explicar.
Acontece que depois da morte de sua namorada e de ser amaldiçoado por deixar de acreditar em Deus e tudo o mais, ao ganhar o par de chifres Ig, ao se deparar com outras pessoas, de forma não intencional, faz com que as pessoas revelem seus desejos mais obscuros, alguns enxergam até mesmo como o seu pior lado, sinceramente não foi dessa forma como enxerguei o filme, mas pode gerar sim uma dupla interpretação e por isso resolvi abordar esse filme como tema LGBT, visto que nele temos a cena em que a personagem se depara com dois policiais homens cujo desejo mais íntimo é relacionar-sem um com o outro.
Então dependendo da ótica em que se analisa o filme podemos enxergar como uma repressão encarada pelos policiais, que por terem uma posição de relativo poder sentem-se obrigados a seguirem os padrões estabelecidos pela sociedade de heterossexualidade (que foi como enxerguei o filme), porém se for pela ótica de que os chifres revelam o pior da pessoa então podemos ter uma visão completamente homofóbica do filme, como se diretor e produtores estivesse deliberadamente dizendo que ser homossexual é errado. Por isso prefiro manter minha opinião de que os chifres revelam os desejos mais íntimos e bem guardados de cada um.
Infelizmente essa é uma realidade que ainda vivamos, pois muitos homossexuais se sentem reprimidos e não se abrem para o mundo, vivem em um mundo de aparências e fachadas heterossexualizadas devido ao medo do pré conceito, em contra partida muitas pessoas, as quais julgo extremamente ignorantes, encaram a heterossexualidade como um problema, uma doença, uma aberração, algo a ser erradicado. Chega a ser vergonhoso pensarmos que no século XXI ainda nos deparamos com esse tipo de situação e por isso entendo que essa possível dupla interpretação do filme pode ser de certa forma uma crítica a sociedade que vivemos hoje.
Saindo um pouco sobre a temática LGBT e falando um pouco sobre o filme, bem, como podem ver minha classificação foi de um filme bom, porém com recomendação moderada, digo isso por ser um filme um tanto estranho, como um amigo bem ilustrou parece que o filme estava nas mãos de um diretor indo muito bem, sendo bem conduzido e prestes a se tornar um ótimo filme de suspense, quando de repente o diretor cansou, passou para a mão de outro diretor que resolveu dar uma outra abordagem para o filme e enfiar ele na lama. E é bem isso mesmo, o filme evolui muito bem, vai conquistando o expectador, porém de repente tudo se perde e o filme perde o encanto tendo um desfecho bastante clichê e dispensável.
A atuação de Daniel Radcliffe realmente esta muito boa nesse filme, não digo que ele é um excelente ator, pois todos sabemos que ele precisa comer muito arroz com feijão para isso acontecer, porém para seu nível de atuação ele realmente se superou nesse filme, uma pena que não teve um desfecho bacana o suficiente.
Quanto a adaptação não tenho nada a dizer, afinal não li o livro para poder fazer qualquer comparação, portanto em relação ao filme, este é um filme que considero de recomendação moderada pela despencada na qualidade perto do final, mas ainda assim não é um filme de se jogar fora.

Curiosidades:
O filme é adaptação do best seller de Joe Hill, publicado no Brasil em 2010 pela Editora Sextante com o título de O Pacto.

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