#VocêTemUmaMenteMilionária

Livros: Estação Onze

16 de setembro de 2015


Título Original: Station Eleven
Gênero: Diverso
Autor: Emily St. John Mandel
Ano: 2015
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Nota pessoal: 5
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Sinopse:
Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de Rei Lear. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, está na plateia e vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham, mas o ator já está morto. Nessa mesma noite, enquanto Jeevan volta para casa, uma terrível gripe começa a se espalhar. Os hospitais estão lotados, e pela janela do apartamento em que se refugiou com o irmão, Jeevan vê os carros bloquearem a estrada, tiros serem disparados e a vida se desintegrar. Quase vinte anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes.

Personagem favorito:

Citações que me chamaram a atenção:
"O inferno é a ausência de pessoas de quem temos saudades."
"Primeiro, nós só desejamos ser vistos, porém quando somos vistos, isso já não é mais suficiente. Depois, queremos ser lembrados."

"Uma vida, lembrava, é uma série de fotografias e filmes curtos desconexos..."
Crítica:
O livro demorou um pouco para me conquistar, afinal em meio a tantas idas e vindas na linha do tempo cada hora com uma personagem diferente eu comecei a ficar um pouco entediada com a leitura, mas então próximo a página 100 as coisas foram ganhando forma e eu comecei a ficar intrigada com a história.
Foi também o momento em que percebi que não havia embarcado em uma distopia clichê como as lançadas nos últimos anos, e sim em um dos livros mais profundos e sensíveis que já tive o prazer de ler na vida.
Terminei de ler o livro nesse momento e, ao mesmo tempo que sinto uma enorme urgência em traduzir em palavras toda a carga emocional provida por essa leitura, fico contemplando sua capa com saudosismo característico de uma presença querida, algo que acabou, pois mesmo sabendo que em um futuro eu possa retomar a leitura, ela jamais causará a mesma avalanche de sentimentos que me cercam agora, podem ser alguns, nenhum ou sentimentos novos, mas a sensação que estou sentido nesse momento jamais será a mesma.
A sensibilidade dessa obra chega a ser angelical, a forma de nos introduzir num cenário de forma tão profunda e nos fazer refletir sobre tudo o que nos cerca na vida, coisas simples as quais hoje não damos o valor devido, nos remeter a uma situação em que somos privados de momentos simples e mostrar o quanto isso pode mudar nossa percepção de vida, nossa percepção como seres humanos.
Refleti em tantas passagens, mas nada me fez refletir mais quanto a passagem das castas escritas para a "Querida V.", não apenas pela inicial, mas sim pelo fato de constatar que uma das cartas mais intensas, que mostra o quão indiferente V. pode ser, poderia facilmente ter sido endereçada a mim, foi quase um tapa na cara.
Se eu tivesse que escolher uma característica do livro que mais me chamou atenção, inclusive me deixou com grande dificuldade em classificar esse livro, foi a ausência de gênero (E Viva a Diversidade!!!!), sinceramente o livro é um misto de tantos gêneros que fica realmente difícil classificá-lo em algo mais geral.
Sem dúvida esse é um livro mágico, e foi uma surpresa maravilhosa recebê-lo e poder desfrutar de momentos ternos, reflexivos e intensos em sua companhia.
Uma leitura que recomendo a todos os leitores, pois tenho absoluta certeza de que cada indivíduo irá valorizar alguma característica específica dessa leitura.

Curiosidades:
O livro tem grandes referencias a Shakespeare e Star Trek. O título ficou por oito semanas consecutivas na lista de mais vendidos do The New York Times e os direitos para a adaptação cinematográfica já foram adquiridos por Scott Steindorff, produtor do filme Chef.

Fonte: Intrínseca

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